Feijoada: afinal, ela não veio dos escravos?


Todo mundo já ouviu, pelo menos uma vez na vida, que a feijoada foi criada pelos escravos, no Brasil. Bom, no Brasil, até que foi, mas a história aponta para uma origem um pouco diferente.

A feijoada surgiu no fim do século XIX e é um dos pratos típicos mais populares da culinária brasileira não só em nosso país, mas no mundo inteiro. Todo mundo que vem ao Brasil não pode deixar de experimentar a feijoada.

Popularizou-se a ideia de que o prato foi criado como uma forma de sobrevivência dos escravos. Segundo esse pensamento, as partes utilizadas na feijoada eram descartadas pelos donos dos escravos, por considerarem-nas de pior qualidade. Os escravos, então, misturariam essas partes ao feijão e a vegetais que tivessem disponíveis, fazendo com isso um cozido, a feijoada. No entanto, na época em questão, a carne era de difícil acesso e os cortes utilizados dificilmente seriam “jogados fora”; pelo contrário, eram considerados iguarias. Além disso, escravos comiam uma ração determinada pelos senhores, que precisava ser, principalmente, barata.

A origem mais provável da feijoada é uma adaptação dos cozidos europeus, que misturavam feijão a carnes e legumes. No Brasil, utilizou-se o feijão preto, importante na alimentação da época e proveniente da América do Sul.

E de onde veio essa ideia de que os escravos que criaram o prato? Os modernistas, buscando uma identidade nacional brasileira, projetaram a feijoada como um prato nacional, que teria a contribuição de negros e brancos. Seria um prato sem preconceitos, apreciado por todos e criado pelos próprios escravos. Mas agora você já sabe que não foi bem assim.

Fonte: Super

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