Por que o mel nunca estraga?


Um dos fatores que contribui para o mel não estragar é a sua composição química. Em seu estado natural, o líquido viscoso tem muito açúcar e pouca concentração de água. Esse ambiente não é propício para que bactérias e outros micro-organismos sobrevivam. Sem isso para contaminar o mel, ele não estraga.

Além disso, tem o fator da acidez da iguaria produzida pelas abelhas. Apesar do gosto ser doce, ele tem um pH entre 3 e 4,5, e isso impede que praticamente qualquer forma de vida microscópica cresça ali.

O fator abelha


Porém, esses fatores acontecem devido a um vetor presente na natureza que pode ser considerado o verdadeiro responsável pela conservação do mel: as abelhas. Para começar, elas conseguem tirar boa parte da água presente no néctar ao baterem as asas, e isso já ajuda bastante na conservação do alimento.

Além disso, para transformar a matéria-prima nesse líquido dourado tão apreciado, os insetos secretam enzimas. Uma delas, a glicose oxidase, ao entrar em contato com o néctar, quebra as moléculas em dois subprodutos: ácido glicônico, que cria o ambiente ácido, e peróxido de hidrogênio, que tem propriedades antibacterianas.

Conservação


Mel puro, não misturado com melaço de cana ou glucose de milho, dura bastante enquanto estiver protegido do calor, da luz e da umidade. Porém, às vezes é difícil manter isso por um longo período de tempo. Por isso, a legislação brasileira estabelece uma data de validade de dois anos para o produto.

Aquele lacre que normalmente existe em potes de mel comprados em supermercados é para garantir justamente que o líquido não absorva umidade e possa estragar. Após o romper a proteção que impede que a concentração de água aumente, o produto pode sim se deteriorar, apesar de ainda demorar mais que a média dos outros alimentos da sua cozinha.

Ah! E o mel cristalizado não está necessariamente estragado. Se ele estiver com o lacre intacto e não for misturado com outros produtos, ele ainda deve estar próprio para o consumo. Aquecer lentamente em banho maria pode resolver o problema.

Porém...

Atenção: apesar de todas as propriedades maravilhosas do mel, ele não é recomendado para diabéticos, por motivos óbvios relacionados à concentração de açúcar no produto.

Além disso, por conta do risco de o alimento conter esporos do Clostridium botulinum, bactéria causadora do botulismo, bebês com menos de um ano de idade também devem evitar o consumo. Esses esporos não são um risco para adultos ou crianças maiorzinhas, que já têm o trato intestinal mais desenvolvido.


Então, mesmo que esteja com o lacre e dentro do prazo de validade, é melhor esperar um pouco antes de oferecer este incrível líquido dourado para o seu pequeno.

Fonte: io9

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