E se o mais rico de cada país doasse todo seu dinheiro para os pobres?

12:18 | da Redação

E a questão gritante da desigualdade social entrou em pauta mais uma vez. A agência de notícias Bloomberg resolveu fazer um calculo revelador: se a pessoa mais rica de um país doasse todo seu dinheiro para os pobres, isto faria do mundo um lugar melhor? Bom, de acordo com o índice Robin Hood, criado pela agência para fazer o cálculo, a situação seria bem diferente em cada país.

Quarenta e duas nações foram selecionadas para o desenvolvimento da pesquisa – algumas com índices bem diferentes das demais, de forma a mostrar como a suposição não funcionaria de maneira similar em todos os países. O índice comparou a fortuna das pessoas mais ricas com o número de pessoas vivendo na pobreza. Basicamente, o patrimônio líquido dos bilionários foi dividido de maneira igual entre os necessitados. A título de comparação, o índice também apresenta o PIB de cada país. Os dados são da própria Bloomberg, e também do CIA World Factbook.


A conclusão? Sim, em muitos países esta versão “moderna” de Robin Hood poderia sim melhorar a vida de muita gente. Nos Estados Unidos, por exemplo, a fortuna de US$ 84 bilhões de Bill Gates, se dividida aos 15% da população americana que vive na pobreza, renderia um montante de US$ 1.735 para cada pessoa. No Brasil, Jorge Paulo Lemann, da 3G capital, teria sua riqueza de US$ 24 bilhões divididas em US$ 562 para cada um: uma quantia modesta para um país com um PIB de US$ 11.604.

O pior resultado, como já era esperado, foi a Índia. Com uma população gigantesca, os US$ 19,2 bilhões de Mukeshi Ambani renderia muito pouco à população mais pobre: cerca de US$ 60, o suficiente para comprar 118 refeições ao preço de 35 rúpias, o que equivale a US$ 0,50. Por outro lado, Chipre e Suécia são os países onde os pobres mais teriam a ganhar. Claro, ambas as nações são pequenas (a ilha de Chipre tem 1,1 milhão de habitantes), e seus padrões de vida são bem elevados. Cada pessoa necessitada, respectivamente, levaria a bagatela de US$ 45.987 e US$ 33.149.

Vale a pena lembrar que, de acordo com a agência, quantificar o impulso de cada pagamento é difícil, uma vez que o dólar pode variar muito de país para país, de acordo com a moeda local. Além disto, a linha de pobreza é diferente em cada nação.

Fonte: Bloomberg

0 comentários:

Postar um comentário