Quem inventou e como funcionam as canetas esferográficas?

12:16 | da Redação

Quem é que não tem uma caneta esferográfica em casa, no porta-lápis ou jogada dentro da mochila ou da bolsa? Elas são incrivelmente comuns e, justamente por conta disso, não paramos para pensar muito a respeito delas. No entanto, depois de assistir ao vídeo a seguir — produzido pelo pessoal do canal NRK do YouTube —, você vai ver que as boas e velhas canetas esferográficas podem ser fascinantes. Confira:


Esfera na ponta

Se você olhar atentamente para uma caneta esferográfica, vai notar que ela possui uma bolinha — geralmente feita de aço, carbeto de tungstênio ou latão — giratória na ponta. A esfera é a responsável por aplicar a tinta sobre o papel conforme vamos escrevendo, e também é ela que evita que ocorram vazamentos enquanto a caneta está em uso.


Vários utensílios foram usados ao longo da História para que as pessoas pudessem escrever, como foi o caso dos cálamos — que consistiam em pedaços de junco ou cana talhados para ser utilizado sobre pergaminhos, papiros ou tábuas de argila —, das plumas, dos bicos de pena (de metal), e das canetas tinteiro. No entanto, as canetas esferográficas trouxeram diversas inovações importantes.

Praticidade

Embora pareça que a caneta esferográfica existe há séculos, ela é uma criação bastante recente — mais precisamente, da década de 30. O responsável pela invenção foi o jornalista húngaro László Bíró que, após visitar uma gráfica e observar como os jornais recém-impressos secavam quase que imediatamente e não borravam, começou a pensar em uma caneta cuja tinta secasse mais rapidamente do que as opções disponíveis.


Bíró propôs a criação de um tubinho contendo tinta de secagem rápida com uma bolinha na ponta que, ao mesmo tempo em que servia de “tampa”, evitava que a tinta se secasse e permitia que ela fosse aplicada sobre uma superfície com volume controlado. Assim, a esfera fica encaixada no interior de uma cavidade que, apesar de ser pequena, deixa que a pecinha gire facilmente.

Além disso, a força da gravidade faz com que a tinta desça pelo reservatório e cubra a bolinha, e esta, por sua vez, conforme gira no interior da cavidade vai transferindo a tinha sobre determinada superfície. Na verdade, o mecanismo é, basicamente, o mesmo empregado nos desodorantes do tipo roll-on — só que em vez de o produto ser espalhado sobre a pele, é a tinta que é aplicada sobre o papel.

Sucesso

Quem ajudou Bíró a desenvolver a tinta na consistência e certa — nem líquida ou espessa demais — foi seu irmão, Georg, que era químico. Com esse problema solucionado, a dupla registrou a patente da caneta no início da década de 40, e logo começou a produzir os primeiros modelos comerciais.


A invenção se tornou famosa depois que a Força Aérea Real Britânica resolveu substituir as canetas tinteiro — que vazavam horrores em grandes altitudes devido à variação de pressão — pela opção criada por Bíró durante a Segunda Guerra Mundial. Por fim, em 1945, após o término do conflito, o francês Marcel Bich desenvolveu uma forma de produzir as canetas com um custo muito mais baixo e, em 1949, introduziu no mercado as icônicas esferográficas BIC.

Fonte: How Stuff Works

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