Os 5 trens mais estranhos da história

09:34 | da Redação
Muito antes dos caminhões e ônibus se tornarem as principais opções de transporte de produtos e pessoas pelo mundo afora, a maior parte dos países dependia (e muito) do sistema ferroviário.

Como os trens tinham inúmeras finalidades, diversas inovações foram surgindo ao longo da história – algumas para atender alguma necessidade específica, outras pela simples viagem de algumas mentes geniosas por aí. Confira:

1. O resultado da cruza entre avião e trem 


O Schienenzeppelin foi criado pelos alemães em 1931 para ser um trem super-rápido. Além de ter um desenho aerodinâmico, ele era equipado com um motor de avião e tinha uma hélice enorme na parte de trás que o levou à velocidade de 225 km/h – um recorde que ficou intacto por 23 anos.

No entanto, as pás foram projetadas de forma a prevenir que o trem invertesse a direção, carregasse outros vagões ou mantivesse sua velocidade, o que era pouco prático.

Ele nunca passou da fase de protótipo porque, além dos problemas citados acima, seus criadores ficaram com medo que as pás da hélice pudessem machucar ou até matar pessoas que ficassem próximas dos trilhos. O Schienenzeppelin foi desmontado e o alumínio de sua carroceria foi utilizado para a construção de aviões durante a Segunda Guerra.

2. Os precursores dos carros fortes


Antigamente, boa parte dos equipamentos de guerra e cargas valiosíssimas, como ouro e dinheiro, passavam pelo sistema ferroviário, fazendo com que ele se tornasse um alvo particularmente apetitoso para os inimigos ou ladrões.

Durante a Guerra da Secessão, nos Estados Unidos, o general Joseph Hooker resolveu criar um vagão reforçado que possibilitava transportar soldados e deixá-los livres para atirar de dentro do compartimento enquanto permaneciam relativamente protegidos.

Foi uma questão de tempo para transformar os veículos em verdadeiras locomotivas de guerra, utilizados nos principais conflitos da história. Não demorou muito também para o pessoal perceber que bastava uma pessoa para sabotar os trilhos e fazer a coisa toda desandar e tornar os trens um alvo fácil, por mais armados que eles fossem.

3. "Era velocidade que vocês queriam?"


O M-497 é um trem bem particular, já que deteve durante 40 anos o recorde de modelo mais rápido do planeta ao atingir impressionantes 295 km/h. Também pudera: o "Besouro Preto", como foi chamado, era equipado com duas turbinas provenientes de um bombardeiro B-36.

O projeto nasceu na década de 60, como uma tentativa da New York Central Railroad em atrair os passageiros que estavam abandonando os trens por considerá-los lentos demais em relação aos outros meios de transporte.

Um detalhe, no entanto, inviabilizou o M-497 de entrar em operação de forma efetiva: o custo astronômico para construir e manter um trem impulsionado por turbinas.

4. O trem que usava pneus


A Michelin, como uma fabricante de pneus, não poderia deixar passar a oportunidade de tentar inovar e colocar o seu produto naquele que era o meio de transporte mais popular da época. Andre Michelin solicitou que seus engenheiros criassem um trem com rodas que utilizavam... Bem, pneus!

O único problema é que o veículo chegava a utilizar 10 rodas enquanto uma locomotiva comum usava apenas quatro. Os compostos de borracha gastavam com extrema rapidez e encareciam significativamente a manutenção – além de não ser uma ideia necessariamente inovadora.

5. A tecnologia do trem monotrilho


No início do século 20 os trens frequentemente enfrentavam um problema sério com descarrilamento. Foi aí que Louis Brennan teve a brilhante ideia de criar um veículo que, em vez de dois trilhos, utilizaria apenas um. Antes de achar que Brennan estava muito louco, saiba que ele teve uma sacada genial para suportar seu projeto: o uso de giroscópios internos.

O sistema era (supostamente) tão estável que o trem não tombaria quando parado e nem mesmo se saísse do único trilho que o guiava. Genial, não? O problema que todos encontraram na ideia, no entanto, foi de que a estrutura toda era muito dependente dos dois giroscópios e, caso algum deles apresentasse uma falha mínima, os resultados poderiam ser catastróficos.

Além disso, como apenas a locomotiva iria contar com essa tecnologia, outros vagões não poderiam ser carregados – o que tornou tudo pouco prático do ponto de vista financeiro.

Fonte: ListVerse

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