O real motivo dos atletas morderem suas medalhas nas Olimpíadas

11:07 | da Redação

Época de Olimpíadas. Todos os dias, se você não assistiu as competições, pelo menos se depara com um resumo das principais conquistas – e de alguém mordendo sua recém-ganhada medalha de ouro. Porque as pessoas fazem isso?

Como tudo começou...

Os historiadores olímpicos não têm certeza de qual atleta começou essa tendência, mas a tradição parece ter aparecido com os atletas querendo testar o metal de suas medalhas. Morder uma moeda de ouro, por exemplo, deve fazer uma pequena marca de dente no objeto, se ele for mesmo de ouro verdadeiro, que é mais maleável do que falsas moedas douradas de chumbo.

“Nós sabemos que só em 1912 as medalhas de ouro passaram a ser de ouro real, e que em todos os Jogos Olímpicos as medalhas de ouro são feitas de prata com uma camada dourada de ouro”, explica Tony Bijkerk, secretário-geral da Sociedade Internacional de Historiadores Olímpicos. As medalhas de 2012, por exemplo, contêm 1,34% de ouro, tornando-as uma das maiores medalhas.

Infelizmente, a camada de ouro às vezes tem uma tendência a desaparecer ao longo dos anos. Fanny Blankers-Koen, atleta holandesa que ganhou quatro provas de atletismo nos Jogos Olímpicos de 1948 em Londres, afirmou que “redourou” quatro medalhas de ouro duas vezes ao longo dos anos.

Mesmo que a medalha não seja de ouro maciço, Bijkerk suspeita que os donos de uma poderiam fazer uma marca nela, dependendo da força com que mordessem. Mas tem que tomar cuidado; nas Olimpíadas de Inverno de 2010, o alemão David Moeller, que ganhou uma medalha de prata, quebrou o dente ao mordê-la para as câmeras.

De tradição a paixão

Hoje em dia, a resposta do por que pessoas mordem suas medalhas é mais simples: porque os fotógrafos pedem, já que é uma “tradição”.Também, o psicólogo Frank Farley acredita que medalhistas mordem suas medalhas, porque, neste momento, é o que atletas olímpicos vencedores fazem.

“Os esportes têm suas excentricidades”, disse Farley, da Universidade Temple, na Filadélfia (EUA). “Se você quer ser parte da elite vencedora, tem que fazer parte da cultura vencedora, então você participa da prática de premiação”.

Ele também sugere que morder a medalha é mais do que agir como vencedor. “Torna a medalha algo seu, algo particular”, afirma Farley. “É uma ligação emocional com a sua realização”.

Mesmo que os atletas olímpicos não marquem suas medalhas com seus dentes, as tornam individuais; marcas de mordida são tão originais quanto as impressões digitais. “O conceito de ícone, algo que representa outra coisa, é muito profundo em todos nós. Nas Olimpíadas, eles também aparecem: é como marcar algo como nosso”, conclui.

Fonte: Revoada

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