5 guerras que começaram por motivos idiotas

10:55 | da Redação
Você acredita que o Peru, a Bolívia e o Chile já brigaram por causa de cocô? Pois bem, veja muito mais guerras esquisitas abaixo:

1. Guerra de guano (1879 a 1884)


Motivo: cocô
Mortes: mais de 13 mil
Guano é a palavra em espanhol para o cocô das aves e morcegos. Por conter muito fósforo e azoto, ele é excelente para a produção de adubos e pólvora. E foi por causa disso que o Chile, a Bolívia e o Peru entraram em guerra no final dos anos 1800! Dá para acreditar? Um grande depósito de guano se encontrava no deserto do Atacama, principalmente em terras peruanas e bolivianas.

A Bolívia, entretanto, não tinha recursos e nem equipe para explorar esse recurso, por isso contratou empresas chilenas para esse serviço. Com o passar dos anos, os países começaram uma disputa para ver quem tinha mais autoridade sobre essas fezes. Peru e Bolívia fizeram um acordo secreto, que beneficiaria principalmente o primeiro país.

Só que para isso a Bolívia precisaria acabar com a mão de obra chilena, e isso tentou ser feito através do aumento dos impostos cobrados do Chile para a exploração do material. Os chilenos ficaram possessos e dominaram a região, levando os outros dois países a declararem guerra. O Chile tinha mais poder armardo e ganhou a batalha, algo que fragilizou as economias do Peru e da Bolívia por décadas e tem reflexos até hoje na região.

2. Guerra de Dahis e Ghabra (610 a 650)


Motivo: corrida de cavalo
Mortes: desconhecidas
As tribos árabes ABS e Dhubiyan entraram em guerra por conta de uma corrida de cavalos, quando uma delas acusou a outra de trapaça. Tudo começou quando o líder da ABS, montando o cavalo Dahis, desafiou o chefe dos Dhubiyan, com o equino Ghabra, para uma corrida. A aposta valeria 100 camelos do rival, e a corrida deveria ter 100 voltas.

O cavalo Ghabra assumiu a liderança logo no começo da disputa, sendo ultrapassado pelo Dahis, que quase ganhou a corrida. Só que os Dhubiyan emboscaram o cavalo da dianteira e fizeram-no sair do percurso, garantindo a vitória para sua tribo. O pessoal da ABS não curtiu, é claro, e se declarou vitorioso mesmo assim.

Só que os Dhubiyan não queriam pagar a aposta, e o líder dos ABS mandou matar o irmão do líder do agora “inimigo”. Isso gerou retaliação, com a morte do irmão do chefe dos ABS, e a mer** foi jogada no ventilador. Seguiu-se uma batalha de 40 anos! E não houve um claro vencedor.

3. Guerra da padaria (1838 a 1839)


Motivo: destruição de uma padaria
Mortes: mais de 300
Tudo começou em 1828, quando um confronto civil no México supostamente destruiu a padaria de um chef francês que morava por lá. Ele alegava que os responsáveis pelos danos foram oficiais do exército do país. O chef tentou uma reparação e nunca conseguiu. Dez anos depois, ele reportou o caso ao rei francês Luís Felipe I, para que cara tomasse alguma providência.

Como a França já estava irritada com o governo mexicano por conta de calotes em empréstimos, essa história serviu como a gota-d’água. Os franceses tomaram um porto do país latino e o confronto armado começou. Ele durou apenas 1 ano e terminou quando a Inglaterra interveio em um acordo de paz.

4. Guerra da barba (1152 a 1453)


Motivo: barba raspada
Mortes: desconhecidas
O rei Luís VII, da França, se casou com Eleanor, Duquesa da Aquitânia, em 1137. Ele recebeu duas grandes províncias francesas como dote pelo casamento, que foi feliz durante alguns anos até o rei participar das cruzadas. O rei era bem barbudo, mas quando retornou da viagem a sua cara estava lisinha. Eleanor não curtiu nem um pouquinho a novidade – e vocês achando que a veneração aos homens de barba era coisa atual, hein?

O casal brigou tanto que acabou se separando. Eleanor foi pra Inglaterra e se casou com o rei de lá, Henrique II. Só que daí ela pediu a devolução das terras dadas como dotes nos primeiro casamento, levando os dois países a entrarem em guerra! E o pior é que a batalha durou 301 anos, com a França saindo vitoriosa. Dá para acreditar?

5. Guerra do trono de ouro (1900)


Motivo: um banco de ouro
Mortes: mais de 3 mil
Entre o final do século 19 e começo do século 20, a Inglaterra estava explorando novos continentes, como a África. O exército britânico já era muito poderoso, então raramente encontrava resistência nas terras onde queriam dominar. O reino de Ashanti, atual Gana, foi um desses lugares que se renderam rapidinho aos ingleses.

O rei de Ashanti, Premeph I, foi exilado. Em 1900, durante uma apresentação, o governador britânico Frederik Mitchell Hodgson exigiu que iria se sentar em um trono de ouro, que pertencera a Premeph. O povo não curtiu muito isso e acabou declarando uma guerra que os britânicos não estavam esperando. Claro que a Inglaterra ganhou, mas a história entrou para os anais de guerras por motivos bizarros.

Fonte: Toptenz

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