Quanto tempo uma pessoa sobreviveria se fosse enterrada viva?

13:33 | da Redação

Não existe um consenso sobre o tempo que um indivíduo — adulto e saudável — conseguiria se manter vivo em uma situação como essa e, dependendo da fonte consultada, o período pode variar de 10 minutos a algo em torno de seis a 36 horas. Por outro lado, os cientistas concordam que a sobrevivência depende da quantidade de ar disponível no caixão, então, podemos considerar algumas questões para chegar a um período aproximado.

Variáveis

Segundo Christina Cala, do portal Popular Science, quanto menor for a pessoa enterrada, mais tempo ela conseguirá sobreviver a esse suplício — já que ela ocupará menos espaço no caixão, permitindo que mais ar ocupe o ataúde. Além disso, caso se trate de um nadador ou maratonista, o período de sobrevivência pode ser prolongado em um ou dois minutos, graças à maior capacidade pulmonar que permitiria ao sujeito prender a respiração por mais tempo.


Os caixões têm medidas padrão e, considerando um com pouco mais de dois metros de comprimento, por 71 centímetros de largura e 58 cm de altura, isso significa que ele dispõe de um volume total de aproximadamente 885 litros — que estariam preenchidos com ar.

Mas, se colocarmos uma pessoa em seu interior — em média, um corpo humano tem volume de 66 litros —, o espaço livre no ataúde cai para perto de 820 litros, dos quais cerca de um quinto (ou 164 litros) corresponderia ao oxigênio. Então, considerando que o enterrado mantenha a calma e consuma meio litro de oxigênio por minuto, isso daria a ele um período entre cinco e cinco horas e meia, mais ou menos, até que todo o oxigênio do caixão acabasse.

O problema é que, nessa situação, a pessoa enterrada viva certamente ficaria extremamente nervosa e faria um imenso esforço para tentar escapar — o que a levaria a consumir o oxigênio mais depressa e, portanto, o ar abaria antes. E depois de ficar sem oxigênio, o dióxido de carbono se acumularia no interior do caixão, o que levaria o enterrado a primeiro entrar em um estado de sonolência que progrediria para o coma até que seu coração finalmente parasse de bater. Fim.


O pior é que, mesmo que o sujeito consiga escapar do interior do caixão, isso não significa que seus problemas terminaram! Não se esqueça de que — em teoria — a pessoa se encontra sob sete palmos de terra. E isso é muita terra! Ademais, a terra estará toda compactada, o que significa que não havia muito ar disponível.

Sem falar que o peso de todo esse material impediria o indivíduo de expandir o peito para inspirar e, mesmo que ele conseguisse, a terra entraria por sua boca e fossas nasais, provocando sua asfixia. Portanto, uma coisa é certa: se o cara tiver um enterro convencional, mais cedo ou mais tarde, ele vai acabar morrendo.

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