Cientistas desenvolvem método para criar comida a partir da eletricidade

20:38 | da Redação
Um time de pesquisadores finlandeses anunciou o desenvolvimento de um método que permite a criação de comida a partir da eletricidade. Temos que confessar que o alimento resultante da experiência não tem um aspecto muito apetitoso — como você pode ver a seguir —, mas, sejamos objetivos: o que importa é o valor nutricional e por um fim na fome no mundo!


Biorreator

Segundo Tom, os cientistas desenvolveram um biorreator que cria porções de proteína unicelular nutritiva que pode ser consumida no lugar de refeições normais. O processo envolve inteiro acontece com o uso de água, dióxido de carbono, eletricidade e micróbios e é colocado em funcionamento a partir do uso de energias renováveis.

Basicamente, após misturar os “ingredientes” no biorreator e fazê-los reagir por meio da eletrólise, os pesquisadores obtiveram um pó cuja composição consiste em mais de 50% de proteína e 25% de carboidratos. Segundo os cientistas, a textura do alimento sintético pode ser alterada com o uso de diferentes tipos de micróbio — e, infelizmente, nenhum detalhe sobre o sabor do produto foi divulgado de momento.


Na verdade, conforme explicou Tom, agora mesmo, o foco dos pesquisadores está no desenvolvimento da tecnologia para que ela possa ser usada na produção dessa proteína em larga escala. Isso porque, de momento, um biorreator do tamanho de uma xícara de café demora cerca de duas semanas para produzir um grama do alimento — o que significa que, antes de se tornar comercialmente viável, o sistema precisa ser otimizado.

No entanto, de acordo com os cientistas finlandeses, considerando um período de tempo realista — e todas as questões tecnológicas e legais envolvidas no projeto —, isso pode ser conquistado na próxima década. Mas, segundo Tom, vale a pena esperar e investir na ideia, uma vez que o potencial do sistema em ajudar a eliminar a fome é enorme.

Promessas

O sistema desenvolvido pelos cientistas poderia ser usado para matar a fome de pessoas famintas que vivem em locais que onde o cultivo de alimentos é impossível, como é o caso dos desertos, por exemplo, uma vez que ele funciona independentemente de fatores ambientais — como é o caso da agricultura ou criação de animais, que depende de condições adequadas de umidade, temperatura, tipo de solo e disponibilidade de pastos.


Além disso, falando em rebanhos, atualmente, a indústria da carne é responsável por 14 a 18% das emissões globais de gases de efeito estufa. Pois o sistema também teria impacto positivo nessa área se fosse implementado em larga escala, já que poderia reduzir as emissões ao diminuir a demanda de alimentos e de pastos necessários para alimentar os animais, bem como permitir que o espaço usado para a criação deles fosse usado para outras coisas.

Fonte: Futurism

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