Japoneses criam sorvete que não derrete


A história do sorvete tem várias possibilidades: alguns garantem que a sobremesa surgiu no tempo do Rei Salomão, por volta do ano 900 a.C., já outros acreditam que o primeiro inventor teria sido Alexandre, o Grande, em meado dos anos 300 a.C.; porém, foram os chineses da Dinastia Tang (de 681 a 907 d.C.) que misturaram leite na fórmula. Desde então, a humanidade aprecia a iguaria e sofre com um grave problema: o derretimento.

Felizmente, esse infortúnio pode estar perto de ficar no passado, já que um grupo de cientistas japoneses garante ter inventado um sorvete que não derrete! O Centro de Pesquisa de Desenvolvimento de Bioterapia, localizado em Kanazawa, a 470 km de Tóquio, resolveu misturar o polifenol líquido encontrado nos morangos na fórmula e chegou ao resultado meio que por acaso.


Essas substâncias estão presentes em várias plantas e normalmente criam defesas contra a radiação ultravioleta; porém, muita gente tem visto nos polifenóis uma fonte de nutrição e de benefícios para a saúde. Só que a descoberta que eles podem ajudar os sorvetes a não derreter aconteceu sem querer porque o estudo estava sendo outro: quando o Japão foi afetado pelo terremoto e pelo tsunami de 2011, muitos agricultores de morangos foram atingidos, já que a galera ficou com medo de seus frutos estarem contaminados pela radiação vazada da Usina de Fukushima.

Para tentar ajudar esses agricultores, cientistas incentivaram um chef de cozinha a criar receitas com o polifenol dos morangos. Como o cara é especialista em confeitaria, ele misturou a substância em suas massas, notando que elas se solidificavam imediatamente! Essa informação chegou aos ouvidos da farmacêutica Tomihisa Ota, que na hora pensou que isso poderia beneficiar os alimentos que costumam derreter.

Picolés podem ser expostos

E a novidade já está no mercado: mesmo o calor de 28 graus Celsius que anda fazendo em Kanazawa é incapaz de fazer os sorvetes derreterem. Dizem que a novidade aguenta por um tempo prolongado até mesmo o vapor quente dos secadores de cabelos! Fala a verdade: você ficou com vontade de provar?

Fonte: IFLScience

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