O estádio brasileiro que foi construído sobre a Linha do Equador


Assim como diversos estádios mundo afora, o Milton de Souza Corrêa, em Macapá (AP), tem um apelido: Zerão. Se você acha que isso poderia ser uma profecia de partidas sem gols, você se enganou. Aconteceu que isso faz referência à latitude em que ele foi construído, que é zero! Isso porque o Zerão foi construído exatamente sobre a Linha do Equador. Na prática, é possível fazer gol no Hemisfério Norte enquanto defende no Hemisfério Sul.

Bem, na “prática real” isso não acontece, já que o Zerão sofreu um erro de cálculo por conta do defasado Sistema Geodésico Brasileiro, que no final dos anos 90 estava desalinhado com as coordenadas internacionais estabelecidas em 1984. Pelo padrão nacional, a linha do meio de campo do estádio coincidiria exatamente com a imaginária Linha do Equador, que divide a Terra em dois hemisférios.


Porém, essa linha fica alguns metros atrás do gol que deveria estar no Hemisfério Sul, mas isso não tira o encanto do estádio, que recebe partidas oficiais de times macapaenses. Inaugurado em 1990, o Zerão recebeu o nome de Ayrton Senna, em 1994, mas depois mudou para Milton de Souza Corrêa, em homenagem ao fundador do Guarany Atlético Clube, de Macapá, e sócio-proprietário do Esporte Clube Macapá. Milton também era jornalista e fundou um grupo de escoteiros na cidade. Ele faleceu em um acidente de carro em 1994, aos 67 anos.

Quando foi construído, a linha de meio de campo do Zerão era para coincidir com a Linha do Equador:


Na prática, porém, a Linha do Equador está um pouquinho atrás de um dos gols:


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