Porque é tecnicamente ilegal tirar fotos da Torre Eiffel à noite?


Você há de concordar que a Torre Eiffel está entre os pontos turísticos mais visitados e, consequentemente, fotografados do mundo, certo? Aliás, se você já teve o privilégio de visitar a Cidade Luz, certamente fez o seu retrato do local — mesmo que tenha sido só para registrar o momento. Pois quem esteve em Paris a partir de meados dos anos 80 provavelmente assistiu ao espetáculo que acontece todas as noites, quando a torre fica lindamente iluminada por luzes. E você sabia que é tecnicamente ilegal fotografar a Torre Eiffel depois que as luzes são acesas?

O problema, segundo Sara Lieberman, do site Condè Nast Traveler, está relacionado com as Leis Europeias de Direitos Autorais. De acordo com Sara, esse conjunto de leis determina que os direitos autorais sobre monumentos — como é o caso da Torre Eiffel — são protegidos durante a vida do idealizador do local, mais 70 anos após sua morte. No caso da popular torre, ela foi criada por Gustave Eiffel e, como ele faleceu em 1923, no ano de 1993, a obra se tornou de “domínio público” em 1993.


No entanto, as luzes que iluminam a torre todas as noites só foram instaladas em 1985, por um cara chamado Pierre Bideau — e, legalmente falando, até que ele bata as botas (mais 70 anos), o correto seria que todo mundo que fotografasse a Torre Eiffel à noite solicitasse permissão, pagasse pelos devidos direitos e creditasse Pierre. Mais especificamente, segundo a Société d’Exploitation de la Tour Eiffel, todas as imagens noturnas da torre deveriam seguir os trâmites e ir acompanhadas do crédito “Por SETE — Iluminações de Pierre Bideau”.

É claro que esse procedimento está focado primariamente em fotos da Torre Eiffel (toda iluminada) que são usadas para fins comerciais e publicitários — e não segui-lo pode resultar em multas e processos. Os milhares de turistas que fotografam e filmam o espetáculo de luzes todos os dias, por outro lado, desde que não decidam vender suas imagens a ninguém, não precisam se preocupar (muito) com as peculiaridades da lei, mas, para garantir, não custa nada incluir a legendinha quando os retratos forem compartilhados nas redes sociais.

Fonte: Condè Nast Traveler

Nenhum comentário:

Postar um comentário